O título é emprestado aos Pink Floyd dos anos 70 da minha infância, onde o lado oculto da Lua já fascinava, após as primeiras incursões humanas ao nosso satélite natural.
Leio no The Guardian — com base em informação da NASA — que estamos perante um novo avanço nas missões lunares, com capacidade tecnológica para observar, ou mesmo mapear, o chamado “lado oculto” da Lua, aquele que, por efeito da rotação síncrona, nunca é visível a partir da Terra. Trata-se da missão Artemis, que, mais de 50 anos depois, voltou a levar humanos para as redondezas da Lua.
Estamos, por conseguinte, a horas de um possível momento histórico que atravessa milénios de imaginação humana — bastará recordar as viagens à Lua concebidas na Antiguidade, desde Luciano de Samósata até à ficção moderna. Virados para a Lua, nunca vimos o seu lado oculto. Será desta?
Luis Miguel Novais
