Que extraordinário momento para a humanidade acabamos de viver, observando pela televisão o regresso da tripulação da nave espacial Artemis II do lado inobservável da Lua.
Em 1957, pela primeira vez, saímos do nosso planeta Terra; em 1969, pela primeira vez, alunámos humanos; em 2026, pela primeira vez, humanos atingiram o lado oculto da Lua. Parece impossível que tenham passado nem sequer setenta anos. Parece uma eternidade.
“Toda a humanidade é una”, como recordava Boorstin no seu magnífico Os Descobridores (1983), citando o Tratado da Esfera do cartógrafo português Pedro Nunes, em 1537: “novas ilhas, novas terras, novos mares, novos povos; e o que mais é: novo céu e novas estrelas”.
Luis Miguel Novais
