Chamam-lhe braço de ferro. Talvez, para nós, seja antes um braço de fuel. Os aviões andam a jet fuel e a vulnerabilidade europeia não é teórica: segundo afirmou a Comissão Europeia, em 8 de abril de 2026, cerca de 40% do jet fuel consumido na União Europeia depende do Estreito de Ormuz.
Se o seu encerramento se prolongar, os Estados Unidos da América terão, em termos relativos, menos a perder do que a Europa e grande parte da Ásia: são o maior produtor mundial de crude, que refinam eles próprios, e até podem vender mais caro aos aflitos.
Já nós convém pensarmos no combustível necessário para sustentar a indústria do turismo que, parafraseando o velho lema do Estado Novo sobre o vinho, “dá de comer a milhões de portugueses”. Aproxima-se o verão, pico anual do sector. Este Portugal adormecido, que importa a totalidade do crude que apenas em parte refina em Sines, terá por conseguinte de reforçar as reservas de jet fuel, já.
Luis Miguel Novais
