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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

domingo, 15 de março de 2026

A guerra do petróleo (parte II)

Em 1973 o choque petrolífero apanhou o Ocidente desprevenido. Meio século depois a guerra volta ao mesmo palco, mas o mercado reage de outra maneira: compra petrolíferas. Com o barril acima dos 100 dólares, a capitalização bolsista das grandes companhias petrolíferas ocidentais subiu mais de 130 mil milhões de dólares em cerca de duas semanas (The Guardian, 15 de março de 2026).

A razão está na transformação silenciosa do sistema energético. Existem hoje reservas estratégicas organizadas e uma geografia de produção muito diferente. Os Estados Unidos da América tornaram-se o maior produtor mundial de petróleo. Por incrível que isso possa parecer. A guerra destrói riqueza, mas o que em 1973 era sobretudo perda para o Ocidente tornou-se também uma fonte de receita para a própria economia americana quando o barril sobe.

É essa a diferença estrutural do sistema energético de hoje. E em Donald Trump há, claramente, como diria Shakespeare, method in madness. O petróleo continua a mover o mundo.

Luis Miguel Novais

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