O ano abriu com lua cheia e halo de gelo, e eu, por acaso (esse espaço de Deus), estava literalmente virado para lá. A velha expressão sussurrada pelo espaço da língua portuguesa milenar — “nascer com o rabo virado para a Lua” — apresentou-se assim, sem convite, como quem passa e deixa um recado de ano novo cheio de sorte. Não precisei de acreditar em meigas para perceber que o céu, às vezes, tem sentido de humor.
Eis, pois, um ano que começa virado para a Lua.
Bom ano, é desejo sincero de boa vontade.
Luis Miguel Novais
