Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas falaram de emergência, perante a intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, ocorrida anteontem.
Os factos não são negados por ninguém. São apenas justificados pelo próprio, criticados pela China, pela Rússia e pela França, e ignorados pelo Reino Unido.
Ninguém falou de amanhã. Mas, depois de hoje, dificilmente alguém continuará a acreditar na possibilidade de um regime de direito internacional baseado em regras aplicáveis aos próprios Estados — aqueles a quem nós, cidadãos desta nave espacial, confiámos as chaves.
Luis Miguel Novais
