As declarações de hoje do presidente da França marcam o novo princípio ou o fim da zona Euro. O princípio será um novo início, vem com atraso mas talvez não tarde de mais. Depende. O fim da zona euro depende agora exclusivamente da Alemanha.
Sejamos realistas: a zona euro, grosso modo, depende a cerca de 25% da economia da Alemanha, a cerca de 20% da economia da França, a cerca de 15% da economia da Itália, a cerca de 10% da economia da Espanha e, urh, pois, os restantes 30% incluem os demais... 13 países da zona euro, entre os quais, em ínfima parte, este Portugal adormecido. Quando o presidente da França vem dizer que a zona euro necessita de um governo económico próprio, estende a mão à integração económica com a Alemanha. Cálculo para avançar? Para romper? Podemos muito bem estar a assistir ao sim ou sopas do euro como moeda.
E Portugal neste affair? Corre o risco de centrifugação. Já cintilam as facas longas dos integracionistas e dos que, mais tarde ou mais cedo, acabarão balconizados (segundo espero, em honra aos nossos avoengos). Quem não nasceu ontem para o internacionalismo saberá que este só sobrevive com os dois termos: inter e nacionalismo. E Europa ainda não é nenhum. Por mim, Portugal sobreviverá, com ou sem euro, como já sobreviveu aos ducados, aos reais, aos escudos e aos outros contos de reis, ou sem reis.
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
