Nestes dias olímpicos em que o nosso Portugal adormecido não apenas não ganha medalhas (fossem elas de bronze), como vêm até despudoramente os perdedores reclamar por mais um subsidiozinho porque "desta vez não cumprimos sequer uma vitoriazinha, mas para a próxima é que vai ser", recordei-me que a nossa crítica caseira ficou também muito calada sobre os rankings bancários em que, finalmente, ganhámos ouro.
Eu explico: todos os anos, por Julho, a revista The Banker, do grupo Financial Times, publica o ranking dos 1000 maiores Bancos do mundo. No passado não entrámos sequer no top 100. O nosso maior Banco, a Caixa Geral de Depósitos, anda pelos postos 120-130.
Mas este ano, neste Julho de 2012, além do ranking normal, um ranking à parte reuniu os 25 que declaram "largest losses from previously profitable banks" (nem traduzo, para que cada um se dê ao trabalho de o fazer). Neste ranking, finalmente, helás, três dos nossos Bancos surgem no top 25 mundial: Millennium Bcp no posto 15 (com perdas de 1,581 milhões de dólares), a Caixa Geral de Depósitos no posto 20 (com perdas de 693 milhões de dólares), e o BPI no posto 22 (com perdas de 424 milhões de dólares).
Portanto, se estes nossos Bancos de gabarito mundial abaixo de 100, no ano de 2010 apresentaram lucros, mas em 2011 apresentaram prejuízos de gabarito mundial de top 25... a nossa supervisão bancária... Pois...
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
