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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Euro de partida

Nunca, como hoje, estivemos tão perto e tão longe. As ideias circulam em pixels e o dinheiro em bits, mas as fronteiras nacionais permanecem. Talvez por isso, a centenária revista The Economist (uma das minhas leituras semanais favoritas, há mais de 20 anos) atingiu agora, na edição de ontem (cuja possibilidade de leitura em tempo real, ultrapassando o tempo de distribuição em papel, surgiu há meses, com os tablets), o seu momento de poder Massive Attack: I was looking back at you, looking back at me, looking back at you...

Impressionante o pretensamente verdadeiro, pretensamente falso, pretensamente verdadeiro "Briefing: breaking up the euro area": a Alemanha não vai deixar cair só a Grécia, a verdade é que já está decidido que vão também Portugal, Espanha, Irlanda e Chipre.

Portugal adormecido dos seus deveres de soberania e independência joga, no seu actual papel de bom aluno norte-europeu, muito mais do que ser deitado borda fora do Euro (agora ou mais tarde). Uma das lições que aprendi, em mais de 20 anos de experiência internacional, é só aparentemente básica, mas muitas vezes esquecida: o interesse internacional, neste caso o inter-europeu, corresponde exactamente ao saldo dos diferentes interesses nacionais. Quando cada um defende activamente os seus próprios, o saldo é mais equilibrado para todos.

Luis Miguel Novais.

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