Ao contrário da estratégia de pisca-pisca e do não me comprometa do atual primeiro-ministro, Luís Montenegro, o seu antecessor, Pedro Passos Coelho, defendeu hoje publicamente que a maioria de direita no Parlamento deveria servir para realizar as reformas necessárias ao progresso deste Portugal adormecido.
Não apoiei Passos Coelho quando presidiu ao PSD, mas reconheço-lhe o sentido de oportunidade. Estamos a desperdiçar uma maioria parlamentar de direita que poderia permitir ultrapassar o socialismo castrador que tem imperado nos últimos quarenta anos.
A entrevista desta noite tem o condão de agitar as águas chocas da política portuguesa. Montenegro o ouça.
Luis Miguel Novais