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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

domingo, 19 de julho de 2026

Celebridades

Numa interessante aplicação prática da clássica síndrome de Heróstrato (aquele que incendiou o Templo de Ártemis para ficar célebre), misturada com o moderno efeito Streisand (aquela que tornou célebre a fotografia da própria mansão ao tentar escondê-la), as televisões americanas decidiram não transmitir em direto o discurso do Presidente Trump.

Não consigo acabar de aceitar o tratamento de mentecaptos dado aos telespectadores (que ademais possuem o poder do telecomando) pelos responsáveis dos meios de comunicação social, em si mesmos guardiões da liberdade de expressão. Entenderam que não devíamos ouvir. Não desligaram Trump. Desligaram-nos a nós.

A celebridade (não confundir com fama ou reputação) é em si mesma uma má ideia (não perder, a propósito, The History of Bad Ideas: Celebrity, no podcast Past Present Future). Mas nem a triste celebridade nem a triste soberba justificam a censura, pública ou privada.

Luis Miguel Novais

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