Fui hoje à iniciativa d’O Tripeiro sobre Ferreira Borges, com mostra documental do arquivo histórico da Associação Comercial do Porto, assinalando os 240 anos do nascimento de José Ferreira Borges. É um dos meus ídolos. Neste tempo em que se idolatram futebolistas, é bom variar.
Sobre ele publiquei, nessa mesma revista, pelo menos os seguintes artigos, que explicam esta minha apreciação: Ferreira Borges: um exemplo de imortalidade; Ferreira Borges: na escuridade dos séculos…; Ferreira Borges: uma verdadeira Constituição do Mar; e Ferreira Borges: mais uma lição perdida do passado.
240 anos depois, vivemos em regime de “liberdade regrada pela lei”, como ele idealizava. Claro que ainda é um mundo de lobos e cordeiros. Mas, pelo menos, os cães de guarda ainda temos motivo para ladrar e perseguir os lobisomens. Em nome do constitucionalismo, de que ele foi um dos pais fundadores neste Portugal adormecido.
Luis Miguel Novais
