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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sábado, 2 de maio de 2026

Dores de NATO

As histórias tornam a humanidade sábia, já escrevia Francis Bacon em Of Studies, em 1597. O preâmbulo do Tratado do Atlântico Norte, de 1949, é claro: “Estão determinados a salvaguardar a liberdade, o património comum e a civilização dos seus povos, fundados nos princípios da democracia, da liberdade individual e do primado do direito.” Não é literatura. É um compromisso.

Agora os factos: a imprensa internacional anuncia a retirada de cerca de 5.000 militares dos Estados Unidos da América da Alemanha, de um total na ordem dos 35.000–40.000, com execução em seis a doze meses. Berlim diz que era previsível. A NATO pede detalhes.

Não são detalhes. Durante décadas, a NATO viveu de uma certeza implícita: se fosse preciso, estávamos lá. Sempre. Quando o “sempre” passa a “logo se vê”, a Aliança deixa de ser um facto e passa a ser uma hipótese. As histórias tornam a humanidade sábia…

Luis Miguel Novais

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