Embora nos tenhamos cruzado no Governo de Salvação Nacional de 2011, não sou amigo (nem inimigo) do atual Governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, que ficou conhecido pela sua brilhante tirada sobre o delicioso pastel de nata.
O seu delito de iniciado, numa miserável brincadeira (pelo relativamente pequeno valor) com ações na Bolsa deste Portugal adormecido, é desmoralizante. Ao fim e ao cabo, a instituição que governa é conhecida como um panelão de cozinhados de fit and proper.
E que dizer da sua relação pessoal com as instituições bancárias: praticamente sem depósitos bancários e com um empréstimo da Caixa Geral de Depósitos equivalente a um ano de salários? E ainda há quem critique a transparência.
Luis Miguel Novais
