A mãe nunca gostou do nome. Neste Dia da Mulher, estendendo a todas a minha admiração, é caso de admiração. Rosa.
Como pai, tive de escolher com a Isabel os nomes da Beatriz e da Marta. Talvez por isso me divirta pensar no motivo da escolha de Rosa pelos meus avós. Os nomes chegam-nos quase sempre como herança silenciosa: alguém decidiu antes de nós e a decisão ficou.
O que é certo é que, com ou sem espinhos, múltiplas cores e amores, Rosa é linda. E sabe-o, obrigando todos em redor a dizerem-lhe quão belo é o seu nome, como lembra Umberto Eco: stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus.
Luis Miguel Novais
