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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sábado, 28 de março de 2026

Nacional, a rede

Ninguém é responsável. Foi assim no apagão do ano passado, é assim nos ventos fortes que derrubam torres. A explicação: eventos exógenos, imprevisíveis, fora do controlo. A rede, essa, é frágil por natureza — extensa, exposta, limitada pela física. Basta ouvir a entrevista de ontem do presidente da REN - Rede Elétrica Nacional ao Observador.

Se a falha é inevitável, a responsabilidade desaparece. O risco passa a fazer parte do normal. Não há erro, há circunstância. Não há decisão, há condicionamento. E depois há o essencial: a REN não investe por iniciativa própria; investe o que o regulador permite e remunera. Sem incentivo, não há antecipação. O problema não é o vento. É o desenho do sistema. Continua a valer o velho aforismo: de Espanha nem bom vento nem boa rede.

Alguém explica porque não temos uma rede eléctrica nacional orientada para servir este Portugal adormecido em lugar de servir interesses privados?

Luis Miguel Novais

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