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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

quarta-feira, 4 de março de 2026

Com amigos destes

A polémica surgiu hoje no Parlamento. O primeiro-ministro Montenegro recordou um facto elementar: os Estados Unidos da América são aliados de Portugal. A afirmação bastou para que setores da esquerda (Partido Socialista incluído, como gato escondido com o rabo de fora) o acusassem até de “branqueamento”. O episódio diz menos sobre as palavras proferidas do que sobre o clima político que passou a tratar as alianças como suspeitas.

Portugal tem um quadro estratégico conhecido. A velha Aliança Atlântica com o Reino Unido, a pertença à NATO e a defesa do Atlântico Norte estruturam a política externa portuguesa há décadas. Não são escolhas conjunturais nem simpatias ideológicas. São opções de continuidade histórica e de interesse nacional.

Portugal não tem de alinhar com esforços de guerra fora dos tratados que subscreveu. Essa prudência faz parte da tradição diplomática portuguesa. Mas também não tem de dificultar a vida aos nossos aliados. Num país como este Portugal adormecido, convém não esquecer que as alianças são um ativo — sobretudo quando alguns parecem descobrir mais facilidade em criticar amigos.

Luis Miguel Novais

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