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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

New York ou Paris

A invasão russa da Ucrânia, somada ao reequilíbrio estratégico dos Estados Unidos da América na NATO, produziu aquilo que durante décadas parecia interdito: rearmamento acelerado da Alemanha e da Polónia, com aumento estrutural de despesa militar na Europa.

Na recente Conferência de Segurança de Munique (13-15 de fevereiro de 2026), mais do que os discursos oficiais, se bem entendi, o que circulava nos bastidores era a hipótese — outra vez — de um exército europeu. Recorde-se a falhada Comunidade Europeia de Defesa, chumbada em 1954 pelo parlamento francês.

De Gaulle confrontou Kennedy com a pergunta implícita: Nova Iorque ou Paris? A autonomia nuclear francesa nasceu desse dilema. Perante a incerteza estratégica atual, que dirá Merz? Seguem-se as capacidades militares nucleares da Alemanha e da Polónia?

Luis Miguel Novais

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