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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sábado, 7 de fevereiro de 2026

More computing in space

A ambição é que os satélites deixem de ser apenas sensores e passem a ser também processadores. Com mais computação a bordo, a cadeia captação-análise-alerta encurta-se e a chamada inteligência planetária torna-se uma camada operacional que detecta padrões — de colheitas a incêndios, de navios a crateras — e os entrega directamente a quem decide. Parte desta inteligência já é usada em defesa; a expansão será para usos civis e comerciais à medida que a análise em órbita se torna economicamente viável e integrada com Inteligência Artificial.

Segundo entrevista de Will Marshall, CEO da cotada Planet, à The Economist (“How satellite imagery is reshaping open-source intelligence”, Davos, janeiro de 2026), o valor deixa de residir na fotografia isolada e passa para a série contínua, tratada e interpretada, capaz de antecipar movimentos e medir alterações quase em tempo real. A computação em órbita surge assim como infra-estrutura crítica de uma nova camada de conhecimento operacional sobre o planeta, já hoje sustentada por financiamento e expectativas dos mercados de capitais.

Essa mudança de ponto de vista, de 1957 (quando colocámos pela primeira vez um objecto humano fora da Terra) — que Hannah Arendt assinalou como decisiva para a condição humana — ganha agora uma dimensão operacional bem interessante no caminho do progresso humano.

Luis Miguel Novais

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