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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Memorial de Nuremberga

Em Nuremberga, 1945-46, fixou-se um princípio simples e duro: o cargo não protege o titular. A responsabilidade por actos praticados no exercício de funções é individual. “Ordens superiores” ou estatuto não anulam a imputação. A arquitectura jurídica do pós-guerra partiu daí: ninguém está acima da lei, mesmo quando serve o Estado.

Esta semana, no Reino Unido, detenções por misconduct in public office atingem figuras do círculo do poder. O Primeiro-Ministro pede desculpas públicas por uma nomeação. As investigações admitem enquadramento penal grave; fala-se até em prisão perpétua. Também na Noruega, um antigo Primeiro-Ministro é formalmente acusado de corrupção ligada ao exercício de funções.

O bom costume de Nuremberga continua operativo: responsabilidade individual de titulares de cargos públicos por desvios no exercício das funções. Nem todas as elites falham; as que falham devem responder individualmente.

Luis Miguel Novais

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