Ruiu um troço da A1, na zona de Coimbra, neste Portugal adormecido. Cedeu o aterro, não a ponte. A ruptura de um dique do rio Mondego inundou a várzea e retirou suporte. A autoestrada já estava encerrada quando o pavimento abateu. Sem vítimas, ainda bem.
Em agosto passado, na Noruega, também assisti incrédulo ao surgimento de um buraco na E6, perto de Levanger. Também aí cedeu o aterro, depois de um deslizamento em terreno instável. Estava no país e vi o mesmo: uma via nacional principal interrompida de um dia para o outro.
Na Noruega, a circulação provisória regressou em dias; a variante temporária segura cerca de dez semanas depois; a definitiva ainda não está construída. Em Portugal, já andou bem o Governo por ter fechado a A1 a tempo. Agora, desejo que bata a Noruega nos prazos de recuperação.
Luis Miguel Novais
