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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A República não precisa de sábios

Na implantação revolucionária da república em França, no Terror, em 1794, foi executado um sábio: Antoine-Laurent de Lavoisier. Fundador da Química moderna, jurista de formação, administrador fiscal do Antigo Regime. A lei da conservação da massa e a nomenclatura moderna ficaram. O tribunal revolucionário não quis saber. Condenou-o e guilhotinou-o em maio.

Numa das histórias que ficaram — dessas que já bem antes, no século XVI, Francis Bacon dizia tornarem as pessoas sábias — o juiz terá dito ao condenado a frase do título. A literalidade discute-se. O sentido não. A utilidade política do momento prevaleceu sobre o método. A força dissolveu o direito.

Passados estes anos todos, ainda não aprendemos. Convoca-se o saber para legitimar; dispensa-se quando complica. Quando precisa de sábios, já é tarde.

Luis Miguel Novais

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