No meu livro Princesa Rei (registado, ainda não publicado), tive de consultar a documentação da época de D. Fernando e D. Beatriz de Portugal que consta do Arquivo de Simancas e foi destruída na Torre do Tombo. Recordo que todos os tratados terminavam com a saudável menção final “sob pena de traidor”.
Hoje vem noticiado que cidadãos canadianos, integrantes de um movimento separatista da província de Alberta, mantiveram contactos com autoridades dos Estados Unidos da América. Esses contactos terão incluído encontros em Washington, ocorridos durante a atual administração Trump. Segundo declarações públicas do primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, o objecto desses contactos seria a obtenção de apoio externo para uma eventual secessão da província canadiana. Com base nesses factos, o responsável político afirmou que tal conduta se enquadra no conceito de traição.
Neste novo mundo desregulado estão de regresso os traidores dentro dos castelos, hoje Estados, pelo que devemos voltar a considerar juramento sob pena de traidor. Seja lá onde isso for.
Luis Miguel Novais
