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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O Sonho da Direita

Quando faleceram Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, em plena campanha eleitoral, dificilmente poderiam imaginar que um dia, como ontem, a direita seria maioritária — e ainda assim perderia. Somados os votos de Ventura (23,52%), Cotrim (16,00%) e Mendes (11,30%), a direita atingiu 50,82% dos votos validamente expressos na primeira volta. Uma maioria clara em termos agregados, mas politicamente fragmentada, incapaz de se traduzir num candidato vencedor.

Do outro lado, a esquerda mostrou a sua conhecida capacidade de convergência. Para além da votação própria de Seguro (31,11%, para lá do PS), os votos de António Filipe (PCP, 1,64%), Catarina Martins (BE, 2,06%) e Jorge Pinto (Livre, 0,68%) somaram mais 4,38 pontos percentuais. Ainda assim, todo o campo da esquerda, somado, não passou de cerca de 35,5% dos votos expressos.

Tal como aqui já referi noutras ocasiões: falta o PPD. Falta a capacidade de confederar a maioria sociológica existente e transformá-la em maioria política eficaz.

Luis Miguel Novais

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