Assisti, como muitos portugueses, ao debate televisionado de ontem entre os dois candidatos que passaram à segunda volta das eleições presidenciais: António José Seguro e André Ventura.
Não votei em nenhum dos dois na primeira volta. E não encontrei, até ao momento, motivo bastante para votar em qualquer deles agora. Abstenho-me sem qualquer problema, tanto mais que nesta eleição apenas contam os votos expressos — não contando os nulos sequer para a formação do colégio eleitoral e valendo os votos em branco, como é suspeito, para a batota das mesas eleitorais.
Salvo erro, desta feita vai ganhar a abstenção. O meu presidente não será, pois, o da minha maioria, com o que, democraticamente, me conformarei.
Luis Miguel Novais
