Num tempo nem tão longínquo quanto isso ainda se escrevia: “a capacidade de julgamento prudente é a virtude do estadista”.
A frase é de Hannah Arendt, em A Condição Humana (1958), e vale pelo que diz e pelo mundo que pressupõe.
Observando a atual situação nesta nossa nave especial, confesso que já nem sei bem o que pensar. Falta prudência? Falta virtude? Faltam estadistas? Acabou o Estado?
Luis Miguel Novais
