Na pessoa de Vítor Serrão, agradeço o dia de Corte na Aldeia que, ontem, várias pessoas vivemos em Santarém - por ocasião do encontro A Santarém no Tempo do Renascimento (1520-1590). Na impossibilidade de enumerar e agradecer a todos, pessoas e instituições, aqui fica o bem hajam.
O centralismo de Lisboa desde a Revolução de 1383, que acabou a fundear o Tempo dos Descobrimentos e levou este Portugal adormecido às sete partes do mundo, por mares nunca dantes navegados, ainda perdura. Já Francisco Sá de Miranda (1481-1558) disso se queixava ao próprio rei:
“Vossa mercê me perdoe
Se fujo à vossa cidade
Que quem busca liberdade
Longe da Corte a dispõe”.
Aí esteve, ontem em Santarém, esse espírito de liberdade.
Luis Miguel Novais
