Conheci pessoalmente Donald Trump nos anos 90 do século XX, na sua Trump Tower, em Nova Iorque, ainda eu não tinha cabelos brancos, e ainda ele não era presidente dos Estados Unidos da América. Pareceu-me uma pessoa respeitosa. De resto, fui advogado de uma das suas empresas e mantive essa opinião (apesar de ser público que declarei que não teria votado nele, caso tivesse cidadania americana, que não tenho). Mesmo apesar do seu errático comportamento durante o mandato presidencial, muito me surpreende o recente incitamento pelo presidente Trump ao desgraçado e criminoso assalto revolucionário ao Capitólio.
Visto de longe, mas com o interesse que suscita às pessoas globalmente conscientes o horroroso atentado ao Estado de Direito que ocorreu em dia de Epifania, fiquei com a impressão de que foi graças à firme e feliz intervenção do vice-presidente dos Estados Unidos da América, Mike Pence, que a América não se tornou uma ditadura.
Agrada-me uma saída airosa que ouvi, entretanto, enunciada: que o presidente Trump renunciasse para a semana, em troca do perdão presidencial por parte do assim presidente Pence. Seria este o meu conselho jurídico-político, se ele mo pedisse.
Luis Miguel Novais
