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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sábado, 14 de novembro de 2020

O médico e o general

Os últimos nove meses têm sido de transformação do mundo. Os cristãos acreditamos na existência do mal (por isso pedimos no Pai Nosso, entre outras coisas, que dele nos Livre). E que existe na Terra, existe, mesmo que sob a forma de umas sub-formiguinhas invisíveis e inanimadas de que os seres humanos somos hospedeiros e, afinal, nos querem comer - e já nos impedem de sair de casa, viajar ou comer no restaurante, entre outras manifestações da nossa liberdade individual.

Ontem, assisti pela televisão em directo a uma interessante prelecção de um presidente, um médico e um general. O presidente Trump dos Estados Unidos da América não se distinguiu do presidente Putin da Rússia ou do presidente Xi da China - todos pretendem estar na vanguarda da cura contra esta peste em que vivemos. A verdade, porém, é que ainda não sabemos qual dos seus tratamentos vale, se vale.

Interessou-me mais a explicação do médico, cujo nome não retive e cujo rosto não pude ver (por estar coberto com uma máscara cirúrgica). Foi apresentado pelo presidente Trump como sendo o co-líder, juntamente com o general, de um grupo de trabalho que nos últimos meses tem liderado e financiado a procura de uma cura nos Estados Unidos da América (e, por arrastão ou inércia, na União Europeia).

Disse o médico que apostaram em dois tipos de vacinas e um tratamento de reforço do sistema imunitário. Que os três mostram resultados prometedores e poderão, em breve, ser aprovados pelas autoridades de saúde, em via extraordinária. Já que pela via ordinária o assunto não seria tão expedito.

Falou depois o general. Sobre o modo eficaz como esta "guerra" tem sido travada. Não o ouvi dizer nada sobre o que a História do século passado nos ensinou sobre os efeitos secundários (por vezes graves) resultantes da aprovação de vacinas em via extraordinária e expedita. E falou sem máscara na cara.

Deixo aos outros o encargo de retirarem conclusões sobre quanto isto possa ser prometedor.

Luis Miguel Novais

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