Ao ouvir tanto ruído ambiente de economistas e outros meteorologistas pós-modernos (os romanos chamavam-lhes augures) neste Portugal adormecido e banlieues, perante o desnorte de um Governo que governa aos ziguezagues, ocorreu-me a pergunta que me fez o jornal Grande Porto hoje à tarde para o seu painel, e a resposta que, pelas 15h45 dei, mais coisa menos coisa:
Grande Porto: Portugal deve solicitar a Bruxelas uma nova flexibilização das metas do défice?
Luis Miguel Novais: Sim. Mas sobretudo deve obter uma posticipação de ao menos uma parte dos juros que nos cobram os nossos credores/parceiros (que estão ao mesmo nível do défice), ao estilo do supercrédito fiscal doméstico. Esta sim, seria uma medida que resultaria em crédito ao desenvolvimemto económico de Portugal. De que necessitamos como pão para a boca, como até já admite (finalmente) o frequentemente atrasado ministro das Finanças Públicas Victor Gaspar. Vejamos: se internamente eu reconheço que a melhor maneira de continuar a cobrar impostos é permitir que as empresas reinvistam, não seria melhor dizer isso também aos credores internacionais que querem que eu lhes pague as dívidas?
Luis Miguel Novais
Total:
Riqueza, civilização e prosperidade nacional
