- O Governo quase que caiu. Levantou-se do chão, como os do livro de Saramago.
- O Tribunal Constitucional continuou a decidir em causa própria, sem sombra de incompatibilidade.
- O Presidente da República re-utilizou a arte do exímio impulsionador de caricas ou, como diria o conhecido humorista brasileiro: "não me comprometa".
- O ministro das Finanças Públicas re-afirmou publicamente a sua competência de bom caixa de Banco ou, como diria o conhecido humorista português: "feijões não fazem feijoadas".
- Perdeu-se a oportunidade soberana de alterar os prazos dos juros da dívida pública (ou seja, aquilo que todos entendem que faz falta: uma moratória ou carência dos juros; hoje em dia o equivalente, aproximadamente, ao que gastamos por cada ano na Saúde). Ganhou-se uma moratória no reembolso da dívida. Do mal, o mais ou menos. Pelo menos, isto significa inequívoca admissão por parte dos nossos parceiros europeus de que fomos cobaias (bons alunos) de uma péssima política pública: a estupidez da austeridade que leva a mais dívida, mais défice, mais desemprego. Ignorando a evidência que nos levará inevitavelmente a sair do euro (União Monetária): as dívidas não se pagam com dívidas; pagam-se com a criação de riqueza resultante de criar e exportar valor que sustente emprego.
- O ex-ministro Relvas voltou para a a Universalidade (ou lá o que nos quiserem chamar).
- Entrou Miguel Poiares Maduro para o Governo como ministro adjunto. Ao contrário da opinião publicada dominante, considero irrelevante, e por isso indiferente, as tarefas que agora lhe incumbem de orientar a Rtp e a comunicação do Governo. Caramba, citando novamente o grande humorista, os que vivem do paleio e se convencem que nós não vemos qual é a sua arte... têm a importância ao botão off do meu telecomando.
A única coisa que importa, na minha opinião permanecerá desta semana intensa e de reset, são as novas atribuições deste ministro a quem caberá o Desenvolvimento Regional. Não me parece indiferente que Almeida Henriques tenha saído (já elogiei em público, por mais de uma vez, a boa impressão que me deixou, por ocasião do trabalho que desenvolvemos em conjunto aquando da minha passagem pela Empordef). Nem me parece indiferente que o primeiro-ministro tenha chamado a si estas funções (é isso que significa, em termos práticos, atribuir a um ministro adjunto estas funções). O desenvolvimento das cinco regiões continentais e das duas autónomas é fundamental para a criação de riqueza resultante de criar e exportar valor que sustente emprego. Do industrial norte e centro, ao agrícola e turístico sul, ao singular complexo insular, com todas as nuances e demais singularidades quase milenares de um país muito diverso mas unido na pluralidade, como é este Portugal adormecido, falta muito quem compreenda que só avançaremos com alguém que consiga vislumbrar a árvore e a floresta.
Há muito que defendo este ministério do Desenvolvimento Regional, na verdade a nossa única hipótese de Fomento Industrial, Agrícola e Comercial. É o único lugar no Orçamento onde cabe o Fomento, porque tem as receitas, nacionais e de fundos comunitários europeus.
A única coisa que importa, na minha opinião permanecerá desta semana intensa e de reset, são as novas atribuições deste ministro a quem caberá o Desenvolvimento Regional. Não me parece indiferente que Almeida Henriques tenha saído (já elogiei em público, por mais de uma vez, a boa impressão que me deixou, por ocasião do trabalho que desenvolvemos em conjunto aquando da minha passagem pela Empordef). Nem me parece indiferente que o primeiro-ministro tenha chamado a si estas funções (é isso que significa, em termos práticos, atribuir a um ministro adjunto estas funções). O desenvolvimento das cinco regiões continentais e das duas autónomas é fundamental para a criação de riqueza resultante de criar e exportar valor que sustente emprego. Do industrial norte e centro, ao agrícola e turístico sul, ao singular complexo insular, com todas as nuances e demais singularidades quase milenares de um país muito diverso mas unido na pluralidade, como é este Portugal adormecido, falta muito quem compreenda que só avançaremos com alguém que consiga vislumbrar a árvore e a floresta.
Há muito que defendo este ministério do Desenvolvimento Regional, na verdade a nossa única hipótese de Fomento Industrial, Agrícola e Comercial. É o único lugar no Orçamento onde cabe o Fomento, porque tem as receitas, nacionais e de fundos comunitários europeus.
Esperemos, ao menos, que este nosso ministro Maduro não veja espíritos nos passarinhos que cantam amanhãs, como o seu homónimo candidato à presidência da Venezuela. No nosso Maduro estão agora concentradas as receitas (aquilo com que se compram os melões) do investimento num Portugal com futuro.
Luis Miguel Novais
Luis Miguel Novais
