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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O sapo de Portas

Cruzei-me pela primeira vez com Paulo Portas nos idos de 80 do século passado, no jornal Semanário, onde ambos escrevíamos (ele na Economia, eu na Cultura). Depois disso, como muitos Portugueses, tive de aturar as suas diatribes no jornal Independente (muita segunda-feira, durante anos, tive eu que enviar para o jornal que ele dirigia desmentidos das notícias que ele, verdade seja dita, publicava integralmente na edição seguinte; fosse por que fosse). A sua perseverança conquistou um partido e alcançou o Governo, já neste século. Voltámos a cruzar-nos, indirectamente, na minha passagem pela Empordef. Fiquei com a impressão que funcionava como contra-poder de Vitor Gaspar.

Ontem perdi essa impressão. E não fui o único. E.g., em bom português do Brasil: "Primeiro-ministro português coloca parceiro do governo de coalizão em terceiro plano. Lisboa - O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, considerou, em entrevista, que o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que é também o líder do CDS-PP, parceiro da coligação governamental, é não a segunda mas sim a terceira figura do seu Executivo", reza uma notícia de hoje da newsletter Portugal Digital, editada a partir do Brasil.

É o princípio do fim. Não tarda nada, Portas bate com a porta. Ou deixou de ser quem era?

Luis Miguel Novais

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