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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

domingo, 22 de julho de 2012

Uma bandeira para Portugal

Certamente não teremos de voltar a andar carregados de conchas... algo novo e com valor de troca surgirá certamente para sustentar a moeda e crédito; mas o dinheiro, tal como o conhecíamos depois dos acordos de Bretton Woods de 1944 (e desacordos de 1972 e 2001), acaba de acabar. Falharam os dois motores ao mesmo tempo (o sistema bancário e o mercado de capitais), o modelo sobre-alavancado e sub-regulado em que vivemos não serve, colapsou, e algo novo terá de surgir para que voltem a ter valor fiduciário as promessas de pagamento que os governos, as empresas e os consumidores circulam nas suas trocas. Não será repentinamente, mas certamente assistiremos à criação de um novo paradigma de valor (com a redefinição dos papéis dos sectores público e privado). Esperemos apenas que alguns líderes europeus não cometam o mesmo erro de pensarem que se pode regular a nível regional aquilo que é global. Visto da paisagem, impõem-se uma nova conferência monetária e financeira global: como a de 1944, em Bretton Woods, sob a égide das Nações Unidas. Não ficava mal a um país pequeno mas que se quer dinâmico, digamos Portugal, levantar essa bandeira em primeiro lugar. Fim de texto. Publiquei o texto anterior no Visto da Paisagem, em 8 de Outubro de 2008, sob o título O Fim Do Dinheiro (Como o Conhecíamos). Perante os eminentes colapso da Grécia e resgate pleno da Espanha, pareceu-me que a ideia mantém actualidade. E serviria para re-colocar Portugal no pelotão dos condutores, fazendo jus ao nosso passado de descobridores. Desde 2008 ganhámos a experiência, sentimo-lo na pele. Assim a morrer lentamente em banho-maria é que não podemos continuar. Luis Miguel Novais.

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