Neste dia seguinte ao B-day se começa já a perceber que a União Europeia está (novamente) à beira de um ataque de nervos.
O Reino Unido deverá permanecer unido: o referendo sobre a independência da Escócia não surgirá antes da saída do Reino Unido da União Europeia, porque a rainha não deixa, e a maioria do povo escocês parece até que nem quer, conforme indicam sondagens hoje publicadas.
A União Europeia é que poderá muito bem desintegrar-se a partir de junho, com as eleições francesas (ou a partir de setembro, com as eleições alemãs). Foram os franceses que travaram a constituição europeia, convém recordá-lo, que deu origem ao Tratado de Lisboa. Suspeito que, novamente, não vão querer ficar atrás dos frères énnemis britânicos nesta nova geopolítica europeia.
Não é o Reino Unido, é mesmo a União Europeia que pode muito bem desintegrar-se nos próximos meses.
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
