A guerra entre a Rússia e a Ucrânia trouxe um intenso desenvolvimento de uma tecnologia que comparo ao gás mostarda antes da sua proibição por tratado internacional: o drone de inteligência artificial.
Um interessante levantar do véu acaba de surgir numa reportagem da The Economist intitulada Inside an elite Ukrainian drone unit: a special report. Uma visita a Nemesis, não a deusa grega, a unidade de drones de inteligência artificial ucraniana. Deixando no ar o horrível trago de que estes civis não conhecem as leis da guerra civilizada. Que são o que nos distingue dos bárbaros.
Já é hoje possível um guerreiro comandar um enxame de drones assassinos, controlados autonomamente por inteligência artificial, matando indiscriminadamente. Isto contraria tanto o bom senso e as leis da guerra quanto o gás mostarda.
Luis Miguel Novais
