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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Compromisso Atlântico

A cimeira da NATO na Turquia acabou com uma declaração de amor e duas mesas. A declaração de amor foi a do Presidente Trump, a dizer que love was in the air e que o compromisso do Artigo 5.º é mesmo para cumprir. Ainda bem. Um ataque contra um continua a ser um ataque contra todos. Convém, de vez em quando, renovar os votos.

A primeira mesa foi a dos mísseis europeus. Alemanha, Dinamarca, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Noruega, Países Baixos, Reino Unido, Roménia, Suécia e Turquia assinaram uma iniciativa para investir 50,66 mil milhões de dólares na indústria de Defesa nos próximos dez anos. Portugal não está. A segunda mesa foi a do dinheiro. O Canadá, que também não está na lista dos mísseis, apareceu a liderar um fundo de investimento em Defesa, com Albânia, Bélgica, Grécia, Letónia, Luxemburgo, Roménia, Turquia e Ucrânia. Portugal também não está.

Mark Carney já tinha avisado: quem não está à mesa, está no menu. O Canadá não está na mesa dos mísseis, mas tratou de arranjar outra. Portugal, atlântico por geografia, europeu por necessidade e aliado por tratado, passou entre os pingos da chuva. Esteve na fotografia da cimeira, mas não está na lista dos mísseis, nem na lista do fundo. Um pé na América compreende-se. O outro no ar é que já custa mais a entender. Quo vadis, Portugal adormecido?

Luis Miguel Novais

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