O Serviço de Informações de Segurança publicou no seu site um “alerta de ciberameaças” sobre uma campanha patrocinada por um Estado estrangeiro. Os serviços de informações existem para recolher, tratar e distribuir informação sensível em circuito reservado. A reserva não é um detalhe institucional: é a própria natureza da atividade de intelligence.
Se a ameaça existe, deve ser tratada nos canais próprios do Estado: governo, defesa, diplomacia e estruturas críticas. Torná-la pública sem explicação é confundir dois planos que um serviço de informações tem obrigação de separar: a reserva e a publicidade.
Explicações são devidas pelo Primeiro-Ministro. Porque, se isto é sério, exige ação reservada; e se não é sério, não devia ter sido anunciado como ameaça de Estado.
Luis Miguel Novais
