O personagem Marcelo recorda-me o personagem Pateta das bandas desenhadas da Disney da minha infância. Digo-o, como é evidente, sem quebra de respeito pelo actual Presidente da República Portuguesa e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, jurista respeitado.
Numa pirueta jurídico-constitucional, tudo indica que se mantém a data de domingo de pandemia para o voto nas eleicções presidenciais. Pour epatér le bourgeouis ainda se disse que não se pode adiar, porque isso violaria a Constituição - como se a Assembleia da República não pudesse/devesse mudar o que fosse necessário para proteger o direito à saúde e até à vida dos cidadãos deste Portugal adormecido.
Todas as coisas como estão, voto Marcelo porque é o único candidato da Democracia, que não é nenhuma auto-estrada (como acabámos de constatar nesse farol partido de 6 de janeiro próximo passado). Os demais candidatos têm agendas políticas próprias que, a meu ver, não quadram com o regime semi-presidencialista que nos convém para, nas palavras do próprio Marcelo Rebelo de Sousa, não acabarmos em ditadura.
Luis Miguel Novais
