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domingo, 20 de dezembro de 2020

Autonomia do Ministério Público

Como já tive oportunidade de demonstrar em Tribunal, em 2003, neste Portugal adormecido o Ministério Público não é o Estado, apenas representa o Estado (ver, e.g., aqui). O que parece esquecido. 

Surpreendeu-me, ontem, a notícia da acusação do Ministério Público de prevaricação e abuso de poder por parte do Presidente da Câmara Municipal do Porto. Cidade de que sou munícipe, por opção consciente: é uma cidade boa para viver, e que tem sido bem governada por Rui Moreira - por quem tenho estima e em quem votei, como é público, porque o apoiei. E em quem voltarei a votar, se se recandidatar.

A autonomia do Ministério Público, regida por critérios de oportunidade política, em lugar de estrita legalidade, continua a suscitar-me perplexidade.

Luis Miguel Novais

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