Os vendilhões que Cristo expulsou do templo vieram para este nosso jardim atlântico e fazem feiras e mercados deste Portugal adormecido. Por ironia, ou não, à sombra do Tratado de Lisboa.
Desde 1 de Dezembro de 2009, data da entrada em vigor do Tratado de Lisboa, a União Europeia dotou-se de personalidade jurídica e retomou as competências anteriormente conferidas à Comunidade Europeia. Se a nossa soberania estava já bastante limitada, desde então, mais ainda ficou. Com o triste resultado à vista de todos: uma troika, um eixo franco-alemão, uma cidadania europeia que não é igual para todos, e um país à beira da ruptura social, dominado pelos novos soberanos que ou não nos querem bem ou não sabem sequer quem somos. Quem deveria, não nos governa. Não somos governados, somos arrastados. Primeiro de Dezembro ao contrário. A troco de quê?
Ao olhar, nesta hora matinal, este céu e sol que Deus nos deu, pensando no legado de soberania dos nossos avoengos, que trouxe um Portugal independente e soberano até à minha geração, desde há quase mil anos, não posso deixar de pensar que não irei cruzar os braços. E que não estarei só.
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
