Apenas regressado de Roma (antiga capital que Nero fez arder, como nos recorda a bela exposição Roma Caput Mundi), leio com sincera consternação a receita dos técnicos dos números para refundar o Estado: despedir funcionários públicos. Mais de 50 mil, segundo titula o jornal Expresso de hoje.
Desprezo as considerações pseudo-matreiras segundo as quais, feitas as contas, pagando indemnizações, subsídios e pensões, segundo o mesmo jornal: "o Governo considera que mesmo isso seria vantajoso, pois implicaria sempre uma redução de custos". Os funcionários públicos não são custos. Nem números. Nenhum Governo governa senão para pessoas. Não se poderia antes despedir com justa causa os funcionários públicos que o mereçam, e reconverter aqueles que querem servir as outras pessoas?
Lisboa a arder pode ser uma afirmação exagerada, ou apenas prematura.
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
