Total:

Riqueza, civilização e prosperidade nacional

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Fora Ronaldo

No Português do século 20, teria colocado um acento circunflexo sobre o o e teríamos lido um título mais suave: Fôra Ronaldo. E é sobre isto, realmente, que quero escrever. Não estou interessado em enfileirar pelos que agora gritam em surdina, pelas esquinas, fora Ronaldo, porque foges aos impostos espanhóis, pá!

A mim, o que me surpreendeu foi o timing: portanto, o Messi foi condenado penalmente, o Real Madrid ganhou tudo o que tinha para ganhar desportivamente, com golos do Ronaldo… e não é que, terminados os campeonatos, vem o Fisco espanhol e diz que o acusa de tudo e mais alguma fuga de rendimentos devidos por “direitos de imagem”.

Devo confessar que, em 30 anos de prática de direito internacional, ainda estou para descobrir a singularidade dos chamados direitos de imagem, que se não fossem futebol haveriam de ser prostituição ou escravidão, logo, crime, logo não tributáveis, certo!?

Mas admitindo, até, a licitude e tributabilidade dos (por alguns denominados) “direitos de imagem”, dificilmente eu atingiria pior tiro no pé do fisco espanhol: quer cobrar ao Messi e ao Ronaldo impostos por… metê-los na prisão. Grande imagem, sim senhor!

Depois é que eu percebi o timing do Fisco espanhol: no mesmo dia, o “Podemos” dos grandes discursos, controle sobre os media, e impostos próprios mansos, apanhou uma banhada monumental no parlamento espanhol. Nada melhor, por conseguinte, do que desviar atenções mediáticas.

Fôra eu Ronaldo, portanto, e não me mudaria para a China, nem nenhum lugar longe de Madrid: faria o que faria um qualquer Faria…

Luis Miguel Novais

Acerca de mim