O país primo-irmão Brasil foi ontem a votos. Uma grande democracia, de 158,7 milhões de eleitores, com um sistema eleitoral electrónico admirável e que deveria ser seguido neste Portugal adormecido.
Antes de começar, cada urna imprime uma zerésima: prova de que tem zero votos. A urna não está ligada à internet durante a votação, regista cada voto electronicamente e, no fim, faz a contagem e imprime o Boletim de Urna, público e fiscalizável. Os resultados seguem assinados digitalmente para a Justiça Eleitoral, que os totaliza.
Zerésima é um saboroso e útil neologismo brasileiro. Muito melhor do que chapelada.
Luis Miguel Novais
