terça-feira, 30 de junho de 2026

Mercados felizes

A The Economist informa que os índices accionistas norte-americanos acabam de fechar o segundo trimestre em novos máximos: o NASDAQ subiu mais de 21%; o S&P 500 quase 15%. São as maiores subidas trimestrais de ambos desde 2020.

Isto coincide com a guerra no Golfo. Será coincidência? Talvez. Mas os mercados não são nuvens. Têm humanos por detrás. Homens, máquinas feitas por homens, ordens dadas por homens, fundos geridos por homens, prémios pagos a homens e mulheres. A guerra pode ser ruído para uns, risco para outros, oportunidade para muitos. O sangue não entra no gráfico.

Não é preciso imaginar uma conspiração. Basta olhar para o incentivo. Se os mercados sobem em tempo de guerra, a guerra deixa de ser apenas uma tragédia. Passa a ser também uma indiferença remunerada. Um mau incentivo.

Luis Miguel Novais