sábado, 21 de março de 2026

Os nomes dos juízes

Por vezes pensamos que o mundo está pior: a guerra em direto, a corrupção nas corporações públicas e privadas. Mas não é o caso. Sempre terá sido assim.

Quando comecei a estudar Direito, e depois a exercer advocacia, trazia ainda algum romantismo — a ideia de que seria possível arredondar o mundo humano. Esse impulso vai-se perdendo, lentamente, com os sucessivos banhos de lama.

O que mudou foi apenas isto: agora sabemos. As instituições pareciam funcionar porque não éramos inundados pelas indignidades da economia da atenção. Ainda assim, há esperança: o próximo passo será, pela via da indignação, obrigá-las a funcionar. Esta indigna dança dos heróis do parlamento sobre o tribunal constitucional vai acabar mal, agora que sabemos.

Luis Miguel Novais