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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Formas de sermos Europa

Um aspeto interessante da expansão da União Europeia num momento de America First vem aflorado no episódio de anteontem do podcast The Rest Is Politics (“Are Trump and Putin Underestimating Ukraine?”, com Alastair Campbell e Rory Stewart). Perante um ambiente estratégico modificado, começa a emergir em Bruxelas uma leitura menos jurídica e mais política do alargamento.

A ideia, ali descrita, é simples: “em vez de a adesão ser o fim do processo, passa a fazer parte do próprio processo”. Ou seja, países como Ucrânia, Moldávia, Montenegro, Albânia ou Sérvia poderiam ser virtualmente declarados países da União, sem todos os direitos nem todas as obrigações imediatas, num modelo designado como gradual integration ou reverse membership.

A inversão é relevante, uma forma de virar a mesa, que poderia incluir também o Reino Unido, a Noruega, o Liechtenstein ou a Suíça. Alguns dos meus alunos na Universidade Católica recordarão termos debatido este tipo de associações já permitidas pelo Tratado de Lisboa. Uma das formas de sermos Europa.

Luis Miguel Novais

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