Ontem, passei a minha quinta-feira de Corpus Christi praticamente pendente das notícias sobre o modo como iriam reagir os Estados Unidos da América (EUA) ao abate de um dos seus aviões de guerra telecomandados (vulgo, drone). É que não se tratou de uma simples queda, foi mesmo um abate; e por um míssil da República Islâmica do Irão (Irão).
Salvo erro, foi a primeira vez que os EUA admitiram o abate armado de um dos seus drones - o que qualifica como potencial acto de declaração de guerra por parte do Irão aos EUA, e abre campo a retaliação. À hora a que escrevo, porém, não houve reacção guerreira por parte dos EUA. Houve declarações do seu presidente no sentido de que, provavelmente, se tratou de um engano e que, em qualquer caso, não houve soldados americanos mortos. Nenhum acto de vingança, antes ponderação - o que me parece muito satisfatório. Sublinho que, tratando-se de uma máquina não tripulada, não morreu ninguém. O que é uma novidade de guerra, penso até que uma estreia na História da Humanidade. Em qualquer caso, uma novidade muito boa! - num mundo ideal não haveria guerra; no mundo real as máquinas "matarem-se" umas às outras, sem perda de vidas humanas, já não é mau.
O dano patrimonial subsiste, porém. Intencional, ou não. Continuaremos pendentes de desenvolvimentos. Desejo que apenas dronáticos e não dramáticos.
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
