As eleições para o parlamento da União Europeia deste domingo voltaram a inovar: em lugar das estrondosas vitórias dos extremistas, de esquerda e de direita, tudo somado, venceu o centro moderado. E ainda bem.
Não escondo que quando chega o momento de votar em eleições, desde que deixei de militar num partido, me sinto como aquela famosa expressão de desapontamento sobre não saber o que hei de vestir. Os partidos tradicionais estão esclerosados. On novos sabem já a mofo. Pudera, o sistema de eleger o mais popular, em vez do mais capaz, já fede tanto quanto aquelas eleições para associações de estudantes em que os candidatos já foram todos praxados.
Num inquérito a que respondi para sugestões sobre em qual partido votar nas europeias descobri que estou bem onde estou: no parlamento europeu, aparentemente, ainda não existe uma família de liberais de centro-direita. Será desta lacuna que vem a brutal abstenção?
Luis Miguel Novais
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Riqueza, civilização e prosperidade nacional
