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Riqueza, civilização e prosperidade nacional

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Casa do Douro

A alguns dos que me dizem que não gostam de história, costumo responder com uma frase de Francis Bacon: “a história torna o homem sábio”. Como escritor, é praticamente tudo o que me interessa: a farinha do humano.

Conheço bem os vais e os vens do baloiço da história da Casa do Douro (a associação de vitivinicultores da Região Demarcada do Douro): tive de estudá-la a fundo quando intervim, como advogado, em defesa do negócio de compra de 40 por cento das acções da Companhia Geral da Agricultura e das Vinhas do Alto Douro, também conhecida por Real Companhia Velha. Foi um pleito que ocupou dez anos da minha vida, entre 1994 e 2004. E só ao fim desse tempo todo se fez razão: a Casa do Douro manteve o estatuto que herdara da Companhia, desde 1756, e manteve as acções. Seguiu-se uma história triste de empobrecimento, que apenas conheço já como mero espectador. Que levou à redução da Casa do Douro à condição de mera associação de direito privado e à insolvência. Até que, esta sexta-feira passada, o parlamento deste Portugal adormecido aprovou a sua refundação com estatuto de associação pública.

E ainda há quem me diga que a história não serve para nada.

Luis Miguel Novais

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