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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Limitação de Mandatos

Já na Grécia antiga se descobriu que não há democracia sem limitação dos mandatos dos eleitos para cargos públicos. Constitui, por isso, novidade digna de registo, provinda deste Portugal adormecido, a não recondução da atual Procuradora Geral da República, a quem se não aponta senão o bom exercício público das funções para que foi nomeada.

Segundo divulga o Presidente da República Portuguesa, a não recondução deveu-se à sua defesa da limitação dos mandatos "em homenagem à vitalidade da Democracia, à afirmação da credibilidade das instituições e à renovação de pessoas e estilos, ao serviço dos mesmos valores e princípios". O que, sendo indiscutivelmente válido para os casos de eleição (para evitar caciquismos), é de muito discutível defensabilidade para os casos, como este, de nomeação (e não de eleição) de alto cargo público.

Deixemo-nos de hipocrisias. Ainda hoje, José Socrates veio recordar a verdade grega: o PS é seu cúmplice. Logo, Joana Marques Vidal não poderia ser reconduzida nas suas funções públicas de nomeação governamental.

Luis Miguel Novais

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